Pacientes em situação de vulnerabilidade e com necessidade de obter medicamentos terão nova alternativa. O projeto da Farmácia Solidária está em fase de desenvolvimento pela administração e a previsão é que até o fim de fevereiro o primeiro espaço esteja disponível.
A proposta de ofertar remédios de forma simplificada surgiu na Assembleia Legislativa em 2019, e foi aprovada em outubro do mesmo ano. Chamado Programa Solidare, tem como bases a “conscientização, doação, reaproveitamento e distribuição para a população”, além de estabelecer critérios para o descarte de medicamentos inadequados ao uso.
As atribuições da farmácia são receber as doações, prestar assistência farmacêutica, implantar o formato de coleta e descarte correto, além de manter registros e relatórios das entradas e saídas das medicações. As Secretarias de Saúde de cada município têm a responsabilidade de planejar as estratégias e gerenciar o programa.
Estrela organiza a abertura da farmácia para as próximas semanas, possivelmente junto à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Boa União. O secretário da Saúde, Celso Kaplan, destaca que a medida, entre outras coisas, vai minimizar o desperdício de medicamentos em condição de serem utilizados. “Muitas famílias tem em suas casas, muitas vezes vencem e não são usados. É muito recurso, muito dinheiro jogado fora”, pondera.
Outras fontes de medicamentos são médicos que recebem amostras e muitas vezes não conseguem distribuir aos pacientes, clínicas e empresas do segmento farmacêutico. E o objetivo de buscar remédios sem condições de uso é reduzir o impacto ambiental de eventuais descartes inadequados.
A legislação estadual prevê que um farmacêutico deve atuar no local, para fazer a triagem das doações recebidas, com a avaliação visual da integridade e do prazo de validade dos medicamentos. Também existe a possibilidade da implementação de um sistema integrado que permita a troca ou transferência de remédios.
O Rio Grande do Sul começou o ano com farmácias solidárias em 37 cidades. No Vale do Taquari, são dois municípios que contam com os espaços – Marques de Souza e Paverama.
Aprovação no legislativo
O projeto para o município foi criado pelo vereador Humberto Canigia Rerig (Republicanos), e aprovado na última sessão da câmara em 2022. Entre as justificativas, o aumento no preço dos medicamentos e a busca de alternativas para a aquisição pela população menos favorecida. “Tenho certeza que esse projeto vai ajudar a muitas pessoas que precisam”, afirma o parlamentar.