Jornal Nova Geração

RIO TAQUARI

Diagnóstico possibilitará planejamento de ações específicas para limpeza e dragagem

Na manhã do sábado, 17, grupo de voluntários percorreu o rio e suas margens em uma ação de reconhecimento

As comportas da Barragem Eclusa de Bom Retiro do Sul foram abertas na última quarta-feira, 14 de agosto, como parte de uma ação para iniciar o diagnóstico e planejamento de futuras intervenções no Rio Taquari. O objetivo principal é avaliar as condições do rio e identificar áreas críticas que necessitam de dragagem e limpeza.

Na manhã deste sábado, 17, um grupo de voluntários percorreu o rio e suas margens em uma ação de reconhecimento. Segundo o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, após uma inspeção realizada na última quinta-feira, 15, foi possível observar acúmulos de cascalho e outros materiais em diversos trechos. “Na parte superior do rio, encontramos uma grande ilha de cascalho e, mais acima, próximo à curva dos Carneiros, um volume considerável desse material. Isso indica a necessidade de ações como desassoreamento e dragagem, que podem ser repetidas nas próximas semanas e meses”, afirmou Caumo.

A ação contou com a participação de representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil e voluntários. De acordo com o comandante da Defesa Civil, Tenente Coronel Marcelo Maya o foco inicial foi realizar um diagnóstico detalhado das condições do Rio Taquari. “Com a redução do nível do rio devido à abertura das comportas, conseguimos identificar elementos que antes estavam submersos, como uma balsa que precisará ser retirada. A ação foi crucial para mapear pontos de assoreamento e objetos que podem interferir no fluxo do rio”, destacou o comandante.

O próximo passo, segundo ele, será realizar um estudo detalhado para planejar ações específicas de limpeza e dragagem. “Para algumas medidas, será necessário baixar novamente o nível do rio, o que implica na abertura das comportas da barragem. Esse processo precisa ser cuidadosamente planejado, considerando impactos como o abastecimento de água, por exemplo”, acrescentou.

Durante o percurso, foram identificadas áreas onde o nível do rio permitia uma melhor visualização das condições do leito, enquanto em outros trechos isso não foi possível. “O importante é que agora temos informações valiosas para seguir com o planejamento. O processo será longo e exigirá tempo, mas o foco é garantir que os investimentos sejam direcionados para ações que realmente trarão os resultados esperados”, concluiu.

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