Jornal Nova Geração

ESPECIAL STR 60 ANOS

Participação histórica dos jovens do campo

Associação que reunia a juventude do interior de Estrela manteve atividades por quase duas décadas e remonta a uma época de protagonismo

Cleusa (segunda da esquerda para a direita) lembra com orgulho do período em que foi a Rainha da Ajure (Foto: Arquivo Pessoal)

Entre as décadas de 1980 e 2000, a atuação dos jovens tinha grande destaque nas comunidades do interior do município. A criação da Associação das Juventudes Rurais de Estrela (Ajure) surgiu da necessidade da uma melhor organização dos movimentos já existentes nas localidades. A parceria com o STR Estrela perdurou durante toda a existência do grupo.

No documento que regia as funções da Ajure, destacavam-se as finalidades, realizações e o objetivo geral, que aparecia em apenas uma frase: “viabilizar a jovens rurais capacitação e inserção produtiva para obtenção de renda própria, garantindo sua permanência e desenvolvimento no meio em que vive”.

A origem foi em 1987, com 14 grupos que formavam a associação, com 450 jovens ao todo. Ao longo dos 18 anos de existência, a Ajure promoveu cursos de capacitação, atividades culturais, intercâmbios e participou de Encontros Estaduais da Juventude Rural.

Meio de convivência

Fora as atribuições específicas à rotina dos jovens no campo, a Ajure teve momentos onde proporcionou lazer e diversão. A criação do grupo tinha como um dos objetivos arrecadar recursos para viagens ao litoral na temporada de verão, além da organização de jogos e torneios esportivos. Outro ponto alto no âmbito social era a realização do Baile da Ajure, que elegia uma corte com rainha, princesas, além de representantes de simpatia e melhor torcida.

A primeira rainha da Ajure foi Cleusa Maria Heinrichs Garcia, hoje com 57 anos. Ela representava o Clube 25 de Julho, da Linha Ano Bom, no então distrito de Corvo – hoje município de Colinas. As lembranças são do processo até o momento da escolha da corte. O primeiro baile foi em 1985.

“Além do desfile, tínhamos entrevista com jurados, onde precisávamos saber coisas do município e ter conhecimentos gerais”, recorda. “Foi um orgulho muito grande ser escolhida e representar os jovens do interior”, acrescenta.

Nas memórias de Cleusa, a força dos grupos de jovens. “Era um tempo sem redes sociais, pessoal no interior esperava pelo fim de semana para se reunir, encontrar os amigos.” E a expectativa por um possível retorno. “Quem sabe daqui a pouco não seja possível remodelar e voltar a fazer esse tipo de coisa?”, conclui.

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